O Estreito de Hormuz está reabrindo. Devagar. Em fevereiro, mais de 120 navios cruzavam o estreito por dia. A crise fechou praticamente tudo. Agora, em junho, os cruzamentos voltaram, ainda bem abaixo do normal, mas a tendência é clara. 20% do petróleo e gás global passa por ali. Cada navio que volta é pressão a menos no preço de energia. O petróleo saiu de mais de 100 dólares durante o pico da crise para perto de 80 agora. O MOU de 17 de junho foi o gatilho. As negociações na Suíça, por mais turbulentas que estejam, mantêm o canal aberto. Se o Hormuz normalizar de vez, a maior pressão inflacionária de 2026 começa a se dissipar. O Fed que sinalizou alta em junho pode estar olhando para um cenário diferente em setembro. A reprecificação em ativos de risco pode ocorrer muito rápido.
